Só para constar… Diálogo ontem, na recepção do hotel:

- Bonjour!
- Bonjour!
- J’ai une reservation d’un chambre por deux personne.
- Ah oui..
- En nombre du “d’Oliverrá, Leandrrrrô”.
- Ah, oui, Monsieur d’Oliverrrá… Voici votre carte. Rapprochez-vous de la porte pour l’ouvrir. Fixez pour l’électricité (ou qualquer coisa parecida que EU ENTENDIII! Hahahah).
- Ah oui.. Merci!
- D’acord?
- Oui, parfait!
- Merci!
- Merci!

E viva o livemocha.com \o/

* Quanto ao Alex, nada pessoal… O cara é gente boa, mas aquele “com je ne parle pas fraçaise tu não vai a lugar nenhum” feriu meu coração, meu ego… Hahahaha (para quem não leu a história anterior, aqui está o link: http://www.turismoadois.com/je-ne-parle-pas-francais)

12°C, camiseta, blusão, casaco e um arzinho gelado no rosto! Que marrrravilha! Que me desculpem os que gostam do verão insuportavelmente quente do RS, mas ele só é bom se você pode estar na piscina ou na praia!

Rue des Rosiers, no bairro Marais

Rue des Rosiers, no bairro Marais

Chegamos no hotel por volta das 16h e saímos para dar uma volta a pé e conhecer o bairro Marais, onde estamos hospedados. Aproveitamos para entrar em umas lojinhas de decoração e até compramos alguma coisinha para o ap, um relógio do Dali mais especificamente. Foi na muito bacaninha loja Fleux (52, rue Sainte Croix de la Bretonnerie).

Depois de umas 2 ou 3 horas curtindo um friozinho, voltamos para o hotel (Best Western Marais Bastille, bem bonzinho por sinal) e comemos alguma coisinha por aqui mesmo.

Pode-se dizer que após o problema de excesso de bagagem no aeroporto em Porto Alegre, as coisas agora parecem estar tudo andando bem. Até o GPS, que não se encontrou no caminho do aeroporto até o hotel, resolveu funcionar depois que entrou em uma conexão wi-fi. Acho que o problema era localizar os satélites que ele usaria mesmo.. Menos mal, pois o GPS será fundamental, afinal, temos pela frente mais de 3.000km, 34 cidades e 24 dias de carro pela frente!

Em 10 de junho de 1944, por volta das 14h, cerca de 200 soldados alemães da divisão da SS “Das Reich” chegaram a Oradour-sur-Glane, uma pacífica cidade próxima de Limoges, na França. Os alemães dirigiam-se à Normandia, onde os Aliados acabavam de desembarcar. Sob pretexto de identificação, os cidadãos são reunidos na praça da cidade sem protestarem. Os homens foram divididos em 6 grupos, enquanto as mulheres e crianças são levadas para a igreja local.

Carros queimados permanecem como na época do massacre em Oradour-sur-Glane

Carros queimados permanecem como na época do massacre em Oradour-sur-Glane

Enquanto os homens são executados em celeiros, a igreja é incendiada com mulheres e crianças dentro. No total, são 642 vítimas, entre elas 246 mulheres e 207 crianças. Os nazistas finalizam a barbárie incendiando toda a cidade. Depois da guerra, o general Charles de Gaulle decidiu não reconstruir a aldeia no mesmo local, mas ao lado, de modo que ela se tornasse um memorial da dor francesa durante a ocupação nazista.

Esse lugar super interessante quase fica de fora do roteiro de nossa viagem pela França! Nesse momento temos todas as cidades pelas quais passaremos escolhidas, uma espécie de macro-roteiro, o qual está sendo detalhado. Para isso, entramos no site oficial de cada uma destas cidades para conhecer os principais pontos de interesse e elaborar um roteiro dia-a-dia.

Nosso pequeno Tour de France: 3.000 km em 25 dias

Nosso pequeno Tour de France: 3.000 km em 25 dias

Pois foi no site de Limoges, cidade que seria tão somente um pequeno pit-stop na viagem entre o Futuroscope (parque temático futurista) e Domme (cidade da Dordogne), que encontramos este verdadeiro museu ao ar livre, que é Oradour-sur-Glane.

É por isso que vale muito a pena as horas de pesquisa, planejamento e elaboração de roteiros! Além de ser prazeiroso, permitir que sintamos o gostinho da viagem antes mesmo de partirmos, diminui as chances de passarmos pertinho de lugares super interessantes sem conhecê-los!

Faltam apenas 49 dias para a partida! \o/

Viajar para o exterior não exige o conhecimento da língua falada no país de destino. Guias, mapas e até pequenos guias de conversação resolvem a maioria de nossos problemas. No entanto, não há dúvidas de que saber falar e entender a língua local ajuda muito, principalmente em restaurantes e museus, onde muitas vezes as informações não aparecem em inglês, muito menos em português. Quando eu e a Rê decidimos fazer nossa viagem de carro pela França, optamos por tentar aprender o máximo possível da língua francesa, esperando, assim, aproveitar melhor o destino e evitar os tradicionais percalços gastronômicos de quem não entende nada do menu em um restaurante.

Un café au lait pour moi!

Un café au lait pour moi!

Dito isto, eis que um dia desses, no casamento do Celso (cunhado do meu irmão, Pychô) e da Maraike, senta-se ao meu lado um amigo francês do Pychô, de nome Alex. Para minha imensa surpresa e “alegria”, alguém na mesa comenta que estou estudando francês! Ãhn! Estudando francês? Calma.. Ainda nem cheguei bem na fase do verbo to be! Sei basicamente dizer bonjour, merci, s’il vous plaît e, o que é o grande avanço até o momento, “un café au lait et un pain au chocolat pour moi, s’il vous plaít”! Pois pensando que eu falava ou entendia algo, o Alex, simpaticamente vira pra mim e fala:

- Vu vu vu vu vu vu… (Devia ser algo do tipo, “vamos falar em francês, então”).

Pausa para mini flashback:
Um filme passa pela cabeça: eu, há uns 10, 15 anos atrás; Institudo Goethe, Porto Alegre. Estávamos eu e meus irmãos acompanhando a Nerea, espanhola que fazia intercâmbio no Brasil e ficava lá em casa. Eu tinha brincado uns dias antes que era poliglota e tal, hablava tudo de espanhol e até inglês! Pois ela chamou um cara pra falar inglês comigo! Falar inglês? Eu só conseguia cumprir aquele roteiro do “hi, how are you?, I´m fine, and you? I´m fine too”! E o cara me veio com uns uatemsondiú que não tinha nada a ver com aquilo! Grrrrrrr! Cara de tacho… Não, eu não falava inglês! Hoje até consigo enganar, mas naquela época!?

Pois voltando à história mais recente…
- Vu vu vu vu vu vu, disse o Alex.
- Jê nê pár le pá francê, recê comencê a estudiêr!
- Ah! Mas “je ne parle pas français”… “Je ne parle pas français”… Assim tu não vai a lugar nenhum na França…

Ok.. Ok.. Eu sei disso.. Mas não fui eu quem disse que falava francês! Só fiz um dos quatro níveis do livemocha.com, que, quando completos, no máximo vão me ajudar a falar o básico do básico do trivial e, se vierem acompanhados de um bom estudo de vocabulário voltado para refeições, me permitirão saber o que estou comendo e pedir aquilo que quero comer nos restaurantes!

Desfeita a confusão (não sei falar francês, ok?), comecei a falar sobre o nosso roteiro…
- Depois de Paris, vamos para Mont Saint Michel (sotaque americano falsificado, sabe? Mônt Sãn Mítchel)
- Ah! Mõn Sã Mixélll?
- Isso.. Também vamos a Renê (Rennes) – “agora eu acertei, tenho certeza”!!
- Rrrén?
- Grrrrrrrrrrrrrrrr, isso!
- E pra Xambôóarr?
- Onde?
- Xambôóarr!
Olho para meu lado direito:
- Rê.. Nós vamos pra esse lugar?
- No Vali du Luár!, diz o Alex.
- Ahhhhhhh! Chambórrrd? Vamos sim!!

Temos que terminar logo esse roteiro para nos dedicarmos mais aos estudos de francês, Rê…

É bom viajar!

http://www.turismoadois.com/wp-content/uploads/2011/11/JeriPychoCycy-300x225.jpg

Viajar é bom demais!! Já diz o véio deitado que o pior dia de viagem é melhor do que o melhor dia de trabalho. E olha que não posso reclamar do meu trabalho… E mais: na minha opinião, planejar uma …